Vancouver Courier - Respeito e adoração por Messi na Argentina

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Respeito e adoração por Messi na Argentina
Respeito e adoração por Messi na Argentina / foto: © AFP

Respeito e adoração por Messi na Argentina

Em Buenos Aires, as ruas estavam vazias enquanto os bares fervilhavam de torcedores vestindo camisas 'albicelestes'. Foi assim que os argentinos comemoraram a vitória desta segunda-feira (22) sobre a Áustria em uma data especial: quatro décadas após a 'Mano de Dios' ('Mão de Deus') de Diego Maradona, Lionel Messi se tornou o maior artilheiro da história das Copas do Mundo.

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Sob um sol de inverno, centenas de torcedores se reuniram nas 'fan zones' da capital argentina para assistir à partida, cercados por bandeiras, bonés e camisas da seleção.

Autor dos dois gols na vitória da Argentina por 2 a 0 sobre a Áustria, Messi se tornou o maior artilheiro da história das Copas, com 18 gols, superando o alemão Miroslav Klose, que havia estabelecido o recorde de 16 gols no torneio de 2014, no Brasil.

Nas 'fan zones', um suspiro coletivo de alívio tomou conta do ambiente quando Messi selou a vitória com o segundo gol, nos acréscimos (90'+5).

"A verdade é que Messi é imparável. Aí está ele. O 'velhinho' que estava prestes a se aposentar? Aí está ele para todos vocês", disse Juan Beva, de 25 anos, em uma das fan zones.

Enquanto o capitão argentino somava esse novo recorde à sua trajetória com a camisa 'albiceleste', os torcedores também recordavam o aniversário do famoso gol da 'Mão de Deus', marcado por Maradona contra a Inglaterra na Copa do Mundo de 1986, no México.

Para Fernando Rollan, de 38 anos, "Maradona veio de baixo. É um homem do povo e trouxe grande alegria àqueles que não podem se dar ao luxo de certos confortos. Messi, por outro lado, representa uma geração diferente", fazendo uma comparação. "Eu o amo. Vivi esta época".

- Respeito -

Embora a memória de Maradona ainda ocupe um lugar central no imaginário do futebol argentino, a adoração por Messi — que fará 39 anos em dois dias — tem uma dimensão própria.

"Eu me emociono", disse Brian Duarte, de 27 anos, à AFP com os olhos marejados, em uma praça no centro de Buenos Aires. "Me emociono muito porque, honestamente, temos o privilégio de desfrutar do futebol de Messi até hoje".

Seu nome e seu rosto aparecem em murais, camisas, tatuagens, vitrines de bares e portas de lojas. Em Buenos Aires, sua imagem já estampou marcos icônicos como o Obelisco, e uma estátua de 26 metros em sua homenagem foi inaugurada recentemente na província patagônica de Neuquén.

Essa devoção ficou evidente na última sexta-feira, quando uma notícia falsa anunciou a morte de Jorge Messi, pai do jogador, provocando indignação pública.

A família informou depois que Jorge Messi enfrenta um problema de saúde e está sob acompanhamento médico.

O incidente evidenciou algo incomum na Argentina: durante meses, a doença do pai do capitão da seleção era conhecida nos meios esportivos e jornalísticos, mas os principais veículos de comunicação não publicaram nada a respeito.

"Todos nós sabíamos, mas ninguém dizia nada. Você acabaria desestabilizando o cara. Isso não ajuda", comentou Yanina Latorre, comentarista e apresentadora de TV, depois que a história veio à tona na esteira da notícia falsa.

Um sentimento semelhante prevaleceu entre os torcedores entrevistados pela AFP.

"Estamos bem no meio da Copa do Mundo, e eles não queriam magoar o Messi. Trataram o assunto com cautela. É preciso tentar proteger o Messi neste momento", disse Oscar Aguilera, de 59 anos, ao deixar a praça.

Y.Nelson--VC