Esquerda conquista vitória apertada nas eleições da Suécia
O bloco de centro-esquerda, anteriormente na oposição na Suécia, garantiu uma vitória apertada nas eleições parlamentares após a conclusão da contagem dos votos nesta quinta-feira (17), mas enfrentará negociações árduas para formar um governo.
Apenas três deputados e 50.000 votos separaram os quatro partidos do bloco de esquerda, liderado pelos social-democratas de Magdalena Andersson, do bloco de direita do primeiro-ministro Ulf Kristersson, que inclui o partido anti-imigração Democratas da Suécia.
Após a divulgação dos resultados pela autoridade eleitoral, Kristersson anunciou sua renúncia ao cargo que ocupava desde 2022.
"Agora cabe ao presidente do Parlamento liderar os próximos passos no processo de formação de um novo governo", disse o líder conservador na rede X.
No entanto, a oposição está profundamente dividida por diferenças ideológicas, o que significa que Andersson precisará demonstrar habilidade de negociação e diplomacia para unificar o bloco.
Primeira mulher a governar a Suécia (2021-2022) e ministra da Fazenda por sete anos, a líder social-democrata, de 59 anos, tem a reputação de ser uma tecnocrata implacável com um estilo direto e sem rodeios.
Seu principal obstáculo será apaziguar as diferenças entre o Partido da Esquerda e o Partido do Centro, de tendência liberal, que se opõe à presença do primeiro em pastas ministeriais.
As negociações podem se arrastar por semanas e, se Andersson falhar, o bloco de direita terá a chance de tentar formar uma maioria.
O Parlamento não nomeará um novo primeiro-ministro para negociar e formar um governo antes de 29 de setembro, no mínimo.
Após as eleições de 2022, foram necessários 37 dias para formar um governo, e 134 dias após as eleições de 2018.
N.Coleman--VC